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Abuso sexual infantil: infelizmente, mais comum do que se imagina

A cada hora, cerca de 15 crianças sofrem algum tipo de violência no Brasil. Quando o assunto é abuso sexual essa estatística fica ainda pior: 80% delas acontecem dentro de casa

O caso da menina de 10 anos que foi violentada pelo tio e teve o aborto concedido pela justiça, acendeu o alerta para o abuso sexual. Segundo especialistas, é mais comum do que se imagina. A cada hora cerca de 15 crianças sofrem algum tipo de violência no país. E quando o assunto é abuso sexual essa estatística fica ainda pior. 80% delas acontecem dentro de casa.

Entre 2011 e 2017, foram notificados 184.524 casos de violência sexual no Brasil. Desse total, 58.037 (31,5%) são em crianças e 83.068 (45,0%) em adolescentes, . Os dados são de um Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em junho de 2018. E mais: 51% das crianças abusadas sexualmente no Brasil têm de 1 a 5 anos.

Estudos mostram que, em um grande número de casos, entre 70 e 80% dos registrados, os abusadores são conhecidos das crianças e incluem cuidadores como pais, parentes e professores. E a família não denúncia por medo.

“Família tem medo do encarceramento do parente envolvido no crime”, explica a advogada cristã, Natália Lessa, que é militante no combate à violência contra mulher. “E infelizmente acontece em qualquer lugar, até na igreja. Muitos pastores cometem esse crime, mesmo sabendo disso não fazem nada, pois implica em diversas coisas, como dinheiro e a própria fé da pessoa, que passa a não vê-lo como referência”, complementa.

Inaceitabilidade do abuso

Aumentar a conscientização sobre a inaceitabilidade do abuso sexual infantil e promover a noção de que parar o abuso sexual infantil é responsabilidade de todos são algumas das informações que mais circulam pela internet.

Afinal, todos os adultos e adolescentes precisam saber que o abuso sexual infantojuvenil é um crime que costuma causar graves danos às crianças, que a ajuda está disponível para aqueles que a procuram e que as crianças nunca podem consentir na atividade sexual.

Mas afinal como tudo isso é transmitido às crianças e qual a forma eficaz de prevenção? “Prevenir é basicamente evitar que algo aconteça, é antecipar-se. Prevenir não é, por exemplo, explicar que alguém não pode tocar nas partes íntimas da criança. É, antes de mais nada, explicar o que são as partes íntimas, qual o projeto de Deus para as partes íntimas, qual a função delas no processo global de formação corpórea dessa criança.

Por isso, é preciso entender a razão de a criança interagir com esse corpo, porque esse corpo é dela… Então, antes das noções de prevenção mais populares na internet, especialmente, durante o Maio Laranja, existe um trabalho de base anterior”, informa a missionária Brena Riker, que lida com a temática da sexualidade humana há 15 anos.


Por: ADLINHARES


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