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Médico deixa carreira de sucesso para ser missionário na África: “Deus mudou meu coração”

Erik Hansen deixou um carreira promissora nos EUA e se mudou com sua família para o Quênia, seguindo o chamado de Deus.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS

ATUALIZADO: SEXTA-FEIRA, 31 AGOSTO DE 2018 AS 9:20

Em 2010, o cirurgião Erik Hansen desistiu de uma lucrativa carreira médica nos Estados Unidos para perseguir um sonho de ajudar os necessitados na África.

Ele fez as malas e se mudou, junto com sua esposa e os quatro filhos de sua confortável casa no sul do Texas para uma parte remota da África, onde ele agora serve como um médico missionário cristão.

O Dr. Hansen não falava suaíli (idioma local) antes de se mudar para o Quênia. Na verdade, ele e sua família nunca planejaram morar no continente africano.

“Minha esposa realmente me perguntou enquanto namorávamos, se eu gostaria de ser um missionário ou evangelista, pregando em grandes cruzadas. Eu disse ‘não’, e essa foi a resposta certa”, disse Hansen à CBN News. “Então, o que nos trouxe até aqui, sete anos atrás, realmente foi Deus mudando o nosso coração”.

Doe aos missionários médicos cristãos que servem os mais necessitados da África.

Os Hansen mudaram-se do Texas para o Quênia especificamente para trabalhar no Hospital Kijabe, que fica a uma hora da capital Nairobi.

Kijabe: “Lugar do vento”

“A maioria das pessoas acha que a África equatorial seria um deserto quente, mas nós vivemos a cerca de 2.200 metros de altitude”, Hansen descreveu. “Nós vivemos em uma serra com vista para o Grande Vale do Rift”.

Kijabe é uma palavra usada pelo povoado Maasai, que significa “lugar do vento”.

“A temperatura aqui é amena e não temos ar condicionado ou aquecimento”, disse Hansen. “É lindo a maior parte do ano. Temos macacos em nosso quintal que roubam comida da nossa mesa ao ar livre”.

Hansen é o principal cirurgião pediátrico do Kijabe. Por definição, ele é um médico missionário, mas isso parece estar mudando.


Além de atender como cirurgião, Erik Hansen também treina médicos locais para multiplicar a capacidade de atendimento dos hospitais. (Imagem: CBN News)

O modelo em mudança do médico missionário

“O modelo do passado, no qual os hospitais eram formados quase exclusivamente por missionários expatriados, talvez seja relevante em alguns lugares, mas, cada vez mais, deixa de ser o melhor modelo”, admitiu Hansen. “E enquanto treinamos, a equipe queniana aqui em Kijabe cresce, metade dos médicos é africana atualmente”.

“Estamos aqui para capacitar, para trabalhar ao lado das pessoas”, acrescentou Hansen. “Se isso significa que em 10, 15 ou 20 anos eu não serei mais necessário, isso é fantástico”.

Hansen é cirurgião e professor. Por isso também investe na capacitação e no ensino de novos médicos locais.

“Atualmente, estamos treinando 10 cirurgiões de nove países diferentes da África subsaariana”, relatou.

Para melhor apreciar os serviços prestados por esses hospitais cristãos, basta olhar para os números. Por exemplo, no Quênia, 40% dos serviços médicos são realmente fornecidos por esses hospitais cristãos.

Se fosse simplesmente um cirurgião, Hansen talvez pudesse tratar centenas de crianças a cada ano. Mas como professor, o alcance é muito maior.

Treinando outros para ter um impacto para o Reino

“Treinar essas pessoas que irão treinar outras pessoas é um enorme impacto”, disse Hansen. “Estamos falando de dezenas de milhares de crianças. Isso é mais do que eu poderia fazer em toda a minha vida e acho que o trabalho do Reino não é limitado apenas a alguém que usa uma cruz no pescoço. ”

“As pessoas que amam os outros como Jesus amou: ‘Você as conhecerá pelos seus frutos e as conhecerá pelo amor delas’. Então, acho que é um grande testemunho do amor de Cristo.”

Como muitos outros hospitais missionários médicos no continente africano, Kijabe se concentra em treinar a próxima geração de jovens homens e mulheres que serão a base da área médica em seus países.

Mas, além de atender às necessidades físicas das pessoas, elas também terão a chance de atender às necessidades espirituais de seus compatriotas.


Por: ADLINHARES


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